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UE acusa Putin de não querer a paz, Macron manda hospitais franceses prepararem-se para um cenário de guerra

A tensão na Europa voltou a subir depois dos mais recentes ataques russos contra a Ucrânia. A União Europeia apontou diretamente o dedo a Vladimir Putin, acusando o presidente russo de sabotar os esforços diplomáticos e de não demonstrar qualquer vontade em pôr fim ao conflito.

Segundo responsáveis comunitários, os bombardeamentos que atingiram Kyiv, provocando dezenas de vítimas mortais — entre elas crianças — e destruindo edifícios ligados a missões diplomáticas, representam uma clara tentativa de boicotar qualquer aproximação às negociações de paz. Bruxelas garante que novas sanções estão em cima da mesa e que poderão ser usados ativos russos congelados para financiar a defesa e a reconstrução da Ucrânia.

Ao mesmo tempo, em Paris, cresce a preocupação com a possibilidade de uma escalada militar no continente. Documentos internos revelados pela comunicação social francesa indicam que o Ministério da Saúde ordenou aos hospitais que se preparem para um eventual cenário de guerra.

O plano prevê a criação de centros médicos regionais capazes de receber entre 10 mil e 50 mil feridos num período que poderá estender-se até seis meses. As agências regionais de saúde foram instruídas a reforçar meios humanos, materiais e logísticos, de modo a garantir que o sistema hospitalar responde em caso de crise.

Esta medida não significa que a guerra seja inevitável, mas traduz a preocupação do governo francês em não ser apanhado desprevenido perante uma deterioração da situação internacional. Emmanuel Macron terá dado luz verde a este plano como parte de uma estratégia de preparação e resiliência nacional.

Analistas consideram que a conjugação destes dois fatores — a acusação da UE a Putin e o reforço da preparação francesa — são sinais claros de que a Europa encara o momento atual como um dos mais delicados desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022.

 

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