
Visivelmente fragilizada e com a voz embargada, Kina regressou esta manhã à antena da Dois às 10 para a sua primeira entrevista após a saída do reality show 1.ª Companhia. O reencontro com o público ficou marcado por um momento de enorme carga emocional, quando a estilista revelou estar a atravessar um período de luto profundo pela morte de um sobrinho, ocorrida enquanto permanecia isolada na base militar do programa.
Em lágrimas, Kina explicou que a perda aconteceu no dia 9, numa fase em que ainda se encontrava em competição. A dor, segundo confessou, foi sentida mesmo antes de receber qualquer confirmação oficial. “Hoje estou num dos dias mais tristes da minha vida. Eu estava lá dentro e sentia que algo não estava bem”, partilhou, numa declaração que deixou o estúdio em silêncio. A ligação afetiva era intensa: “Era como um filho para mim”, reforçou, sublinhando a proximidade e o papel central que o sobrinho tinha na sua vida.
A ex-concorrente contou ainda que o impacto emocional se manifestou de forma física durante o programa. Num relato impressionante, descreveu um episódio inesperado que a assustou: “Tive um sangramento brutal pelo nariz. Foi muito forte. O corpo reagiu antes de eu saber de tudo”. Para Kina, esse momento foi um sinal claro de que algo grave estava a acontecer fora da realidade controlada do jogo, mesmo sem acesso a informação do exterior.
A entrevista serviu também para contextualizar o estado emocional com que a estilista viveu os últimos dias dentro da casa. Segundo explicou, a sensação constante de inquietação e tristeza não era apenas fruto da pressão do formato televisivo, mas de um pressentimento difícil de ignorar. “Eu não estava bem, sentia-me diferente, mais pesada por dentro. Agora percebo porquê”, confessou, limpando as lágrimas.
Os apresentadores mostraram-se solidários e deram espaço ao desabafo, respeitando o ritmo e o silêncio de Kina sempre que a emoção se tornava avassaladora. Nas redes sociais, a entrevista rapidamente gerou uma onda de apoio, com muitos telespectadores a deixarem mensagens de condolências e força, reconhecendo a coragem da estilista em falar abertamente sobre a dor num momento tão recente.
Kina sublinhou ainda que a experiência no reality show ganhou, à luz dos acontecimentos, um significado diferente. “Há coisas que deixam de fazer sentido quando perdemos alguém. As discussões, as estratégias, tudo isso fica pequeno”, afirmou, deixando claro que o luto está agora no centro das suas prioridades. A ex-concorrente revelou que precisa de tempo para assimilar a perda e reorganizar a vida fora das câmaras.
Este testemunho trouxe uma dimensão mais humana ao universo dos reality shows, lembrando que, por trás das personagens televisivas, existem pessoas reais, com histórias, afetos e fragilidades. A presença de Kina no Dois às 10 não foi apenas um balanço da sua participação no programa, mas sobretudo um grito de dor e de amor por alguém que perdeu demasiado cedo.
No final da conversa, a estilista agradeceu o carinho recebido e deixou uma mensagem simples, mas sentida: “O amor não acaba com a morte. Ele fica. E é isso que me vai dar força para continuar”. Um momento sincero, que tocou profundamente quem assistiu e reforçou a empatia do público para com a sua história.











