Andre Ventura adia eleições

André Ventura defende adiamento das eleições por falta de condições no país
André Ventura veio a público defender o adiamento das eleições, alegando que Portugal atravessa um momento excecional que não garante igualdade de condições para todos os eleitores. A posição surge num contexto de instabilidade provocado por fenómenos meteorológicos extremos, com várias regiões do país ainda a enfrentar dificuldades significativas.
Segundo o líder do Chega, há localidades afetadas por cortes de eletricidade, problemas nas comunicações, estradas intransitáveis e danos em infraestruturas essenciais, o que, no seu entender, compromete o normal funcionamento do ato eleitoral. Ventura considera que avançar com eleições nestas circunstâncias poderá impedir milhares de cidadãos de exercerem o seu direito de voto em segurança e dignidade.
“Não faz sentido termos um país a duas velocidades no dia das eleições”, defendeu, sublinhando que o voto deve ser exercido em condições de igualdade para todos os portugueses, independentemente da região onde residem. Para o candidato, a democracia não pode ignorar a realidade vivida por quem ainda tenta recuperar dos estragos recentes.
A proposta apresentada passa por um adiamento curto, de cerca de uma semana, com o objetivo de permitir a normalização dos serviços essenciais e garantir que todos os eleitores possam deslocar-se às urnas sem constrangimentos. Ventura frisou que não se trata de uma manobra política, mas sim de uma questão de responsabilidade institucional e respeito pelos cidadãos.
O tema rapidamente gerou reação no espaço político e mediático. Enquanto alguns responsáveis admitem que situações excecionais podem justificar medidas igualmente excecionais, outros defendem que a legislação eleitoral é clara e que o adiamento de eleições deve ser uma solução de último recurso, cuidadosamente avaliada pelas entidades competentes.
O Presidente da República já reconheceu, em declarações recentes, que a lei prevê mecanismos para lidar com situações de calamidade, nomeadamente a possibilidade de adiamentos localizados, mas não confirmou qualquer alteração à data eleitoral em todo o território nacional. A decisão final dependerá sempre da avaliação técnica e jurídica das autoridades responsáveis pelo processo eleitoral.
Entretanto, o debate promete intensificar-se nos próximos dias, à medida que se aproxima a data do sufrágio e que se avalia a real capacidade do país para assegurar eleições universais, livres e justas. A posição de André Ventura acrescenta mais um elemento de tensão a uma campanha já marcada por forte polarização e por um contexto social particularmente exigente.











