Ema e tia da grávida da Mortosa foram absolvidas em tribunal
Justiça conclui que não existiam provas suficientes para condenar as duas mulheres envolvidas no polémico caso que chocou o país

O Tribunal de Aveiro absolveu Ema e a tia da jovem grávida da Mortosa, depois de meses de investigação e grande mediatização do caso. As duas mulheres estavam a ser julgadas por alegado envolvimento nos acontecimentos que levaram à morte da jovem, mas o juiz considerou que não existiam provas sólidas que sustentassem a acusação.
De acordo com a decisão judicial, as contradições nos depoimentos e a ausência de elementos concretos que ligassem as arguidas ao crime foram determinantes para o desfecho do processo. O tribunal sublinhou que, apesar da gravidade do caso e do impacto social, a justiça não pode condenar sem provas objetivas.
Durante as audiências, as duas mulheres mantiveram sempre a sua inocência. Ema, apontada como uma das principais suspeitas nas fases iniciais do inquérito, afirmou que foi injustamente associada a um crime que não cometeu. Já a tia da vítima reforçou que apenas tentou apoiar a sobrinha durante a gravidez e nunca teve qualquer participação em atos ilícitos.
O caso da grávida da Mortosa despertou enorme comoção pública e teve ampla cobertura mediática, devido às circunstâncias trágicas que rodearam o desaparecimento e posterior morte da jovem. A decisão agora conhecida marca o fim de um longo processo judicial que dividiu opiniões e levantou muitas dúvidas sobre a forma como as investigações foram conduzidas.
Com a absolvição, Ema e a tia da grávida saem livres de todas as acusações, embora ambas afirmem que a sua reputação ficou irremediavelmente afetada. Advogados das rés admitem, no entanto, a possibilidade de avançar com ações por danos morais contra quem as expôs publicamente sem fundamento.
O Ministério Público ainda pode recorrer da decisão, mas a defesa acredita que o caso chegou ao fim, considerando que a sentença foi “justa e baseada em factos”. A comunidade local, por sua vez, espera que esta conclusão traga algum alívio às famílias envolvidas e permita encerrar um dos capítulos mais mediáticos e dolorosos dos últimos tempos em Portugal.











