
Morreu Anita Guerreiro aos 89 anos: Portugal perde uma das suas vozes mais emblemáticas
Anita Guerreiro, figura marcante do fado, do teatro de revista e da televisão portuguesa, faleceu aos 89 anos na Casa do Artista. A artista, que ao longo de décadas conquistou várias gerações, partiu de causas naturais, deixando um vazio profundo no mundo cultural português.
Conhecida pela sua energia contagiante, pela voz inconfundível e por êxitos que atravessaram o tempo, Anita tornou-se um nome familiar sobretudo graças a interpretações como “Cheira a Lisboa”, tema que se tornou quase uma assinatura da artista. A sua carreira começou cedo, num percurso que a levou dos palcos do fado ao auge do teatro de revista, tornando-se uma das figuras femininas mais completas da sua geração.
O grande público voltou a aproximar-se da atriz quando ela integrou produções televisivas, entre as quais o popular formato humorístico “Os Batanetes”, onde revelou, mais uma vez, a sua versatilidade e capacidade de encantar.
Ao longo dos anos, Anita manteve uma relação muito próxima com o público português, sendo lembrada não apenas pela carreira, mas também pela simpatia e humildade que sempre a caracterizaram. A Casa do Artista, onde vivia nos últimos anos, confirmou que a artista faleceu de forma tranquila, após uma vida longa e dedicada à cultura.
A sua morte está a gerar inúmeras reações de pesar, com homenagens de colegas de profissão, admiradores e instituições culturais que reconhecem em Anita Guerreiro um símbolo do espetáculo português.
Portugal despede-se assim de uma artista que soube atravessar épocas e estilos, sempre com autenticidade e paixão.












