Finanças

PRR: Governo quer acelerar projetos com impacto na economia até 2026

O Governo sublinhou a importância de concentrar os investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em projetos que possam ser concretizados até 2026 e que tenham capacidade para impulsionar a economia, criar emprego e promover mudanças estruturais no país.

A mensagem foi transmitida por António Costa no âmbito da iniciativa “PRR em Debate”, através de dois vídeos divulgados pelo Executivo, nos quais o então primeiro-ministro explica os objetivos centrais do plano financiado pelos fundos europeus de recuperação.

Segundo António Costa, o principal desafio passa por selecionar investimentos que consigam ser executados dentro dos prazos definidos pela União Europeia e que deixem um impacto duradouro no desenvolvimento do país. O chefe do Governo salientou que o PRR não deve ser encarado como um mecanismo de resposta imediata à crise nem como um substituto dos restantes fundos comunitários.

Governo destaca projetos com execução até 2026 como prioridade do PRR

O responsável explicou que todos os compromissos previstos no âmbito do plano deveriam ser assumidos até 2023, enquanto a execução financeira teria de estar concluída até 2026, respeitando o calendário estabelecido por Bruxelas.

Entre as prioridades definidas encontram-se o reforço da transição digital, a aceleração das políticas ambientais e climáticas e o aumento da capacidade de resposta do país em áreas consideradas estratégicas.

O plano prevê igualmente investimentos destinados a reduzir vulnerabilidades sociais, aumentar a competitividade das empresas, reforçar o potencial produtivo da economia e diminuir as desigualdades entre diferentes regiões do território nacional.

António Costa estará a falar com certezas ?

O Governo defendeu ainda que a correta aplicação das verbas europeias representa uma oportunidade para modernizar serviços, apoiar a inovação, criar emprego qualificado e promover um crescimento económico mais sustentável.

Com este enquadramento, o Executivo procurou reforçar a importância do PRR como um instrumento de transformação estrutural, capaz de gerar benefícios que se prolonguem